ENTREVISTA

NOME: Sandro Colodel. APELIDO: Colodel, Sam.
FUNÇÃO: Assistente Administrativo – Cadastro. IDADE: 42 anos.

REALIZADA POR: Eneida Maria Leone de Souza Jabur.
DATA: 26/07/2017.

1) Há quanto tempo você trabalha na Viação Rocio?

Sandro Colodel: 23 anos.

2) Como foi sua trajetória na Viação Rocio?

S.C.: Fui cobrador por 13 anos. Até que em 2008 passei para o cadastro, como auxiliar administrativo. Hoje em dia, sou assistente e, além de atuar no setor de cadastro (onde, em conjunto com minha equipe, realizamos o cadastramento das isenções tarifárias, venda de vales transportes e controlamos o sistema de bilhetagem eletrônica), auxilio no setor de T.I, por ter conhecimento na área de informática.

3) Você se considera um bom profissional? Por quê?

S.C.: Sim, me considero. Procuro fazer aquilo que a empresa determina, aquilo que me compete. Não costumo (e nem gosto) de chegar atrasado, sigo as normas e brinco bastante no meu ambiente de trabalho, sempre respeitando os limites.

4) O que você acha que faz a diferença na sua atuação profissional?

S.C.: A seriedade para realizar o trabalho somada a alegria. Eu gosto do que eu faço, e quero fazer sempre o melhor, com bom humor e entrosamento com as pessoas. Não gosto de briga, procuro evitar o confronto… sempre que possível, resolve as situações na “santa paz”.

5) O que você mais gosta no seu trabalho?

S.C.: Das pessoas, das amizades que fiz durante todo este tempo. “Vira uma família. A gente convive mais aqui, na empresa, do que em casa”.

6) O que você costuma fazer nas horas livres?

S.C.: Gosto de ficar em casa, a assistir filmes e séries com meus filhos. Também gosto muito de música, e costumo estudar bastante a área. Toco contrabaixo, e faço apresentações a noite, aos finais de semana, a partir das quinta-feiras, seja acompanhando uma dupla sertaneja ou como freelancer. Fiquei um ano sem tocar, e senti muita falta disso. Graças a Deus, sou bastante procurado e reconhecido pelo meu trabalho.

7) Qual seu conselho para quem quer se destacar na sua área de atuação?

S.C.: É importante estar aberto a aprender e a escutar as pessoas, pois nunca se sabe de tudo. Também existem normas na empresa que você tem que seguir, concordando ou não. No mais, ter bom humor, procurar fazer de tudo com o coração, com verdade. Sempre tem alguém que tá te observando… uma hora, surgirão oportunidades.

8) Cite um fato marcante no seu trabalho.

S.C.: A amizade com o Gabriel. Ele entrou como cobrador e foi chamado pro cadastro por indicação dos funcionários, mas passou no processo seletivo por mérito próprio. Nós trabalhamos juntos por 6 anos, e hoje ele está em outro setor (pois recebeu uma promoção há 3 meses), mas a amizade continua.

9) Que princípios você considera importantes?

S.C.: Honestidade e ter educação, para que se tenha educação dos outros também.

10) Um pouco de sua história de vida:

S.C.: Meu pai faleceu quando eu tinha 9 anos. Minha irmã tinha 16, meu irmão 8 e o caçula da família tinha 2 anos. Nossa mãe era analfabeta… a gente teve que se unir. Minha mãe correu atrás e foi trabalhar como diarista, enquanto aceitava outros serviços, como lavar e passar ‘pra fora’. Foi uma época bem sofrida… Até que, com 15 anos, parei meus estudos (no Ensino Médio) pois eu tive a oportunidade do 1º emprego. Deixava todo o meu salário em casa, e minha mãe recebia, também, pensão de 1 salário mínimo. Não adianta reclamar e não fazer nada, a gente tem que ter atitude. Nesse meio tempo, com 18/19 anos, conheci minha esposa, a Suzana. Nós começamos a namorar em 1992 e, no ano seguinte, decidimos viver juntos. Em 1994, veio o nosso primeiro filho, o Alexandre, e eu entrei na Viação Rocio. Na empresa, concluí o Ensino Médio, através de um projeto em conjunto com o CEJA. Infelizmente, dois anos depois, minha mãe veio a falecer, com 52 anos. Teve edema pulmonar, seguido de parada cardíaca. Ela passou mal no caminho para um baile… até chegaram a leva-la para o hospital, mas ela acabou não resistindo. Foi tudo muito rápido. Em 1999, nasceu meu segundo filho, o Rafael e, no ano seguinte, o Eduardo. O Alexandre me deu uma neta, que está com 3 aninhos. Eu me considero uma pessoa realizada.

 

 “É preciso ter bom humor, procurar fazer de tudo com o coração, com verdade. Sempre tem alguém que tá te observando… uma hora, surgirão oportunidades”.